Conhecer para humanizar negócios


Se considerarmos negócios como trocas entre partes que mutuamente se beneficiam e que numa ponta, na jornada e no final sempre e necessariamente há pessoas, talvez 2020 nos tenha ensinado sobre resiliência pessoal e humanitária. E aí, se somos inteiros, e acredito que sim, não posso deixar de perguntar: como seria possível transpor ou discernir esse aprendizado para aplicação nos ambientes de negócios?


Não é preciso tão grande sensibilidade assim para concluirmos que 2020 nos disse sobre o valor das pessoas ou, ampliando a consciência existencial, nos disse sobre o valor da vida, todas as vidas e que todas elas estão conectadas e formam um grande sistema de interdependência. Novamente, como podemos traduzir isso para as nossas práticas cotidianas de negócios?


Há algum tempo expressões que tratam da humanização de negócios tem ocupado programas empresariais e de corporações. Por vezes eles até nos atraem, micro e pequenos negócios, mas somos muito facilmente devorados por dinâmicas pesadas na gestão do trabalho e seus desafios e, justamente nesse rico espaço de relações humanas muito próximas, em que todos se conhecem, não aproveitamos ou não criamos oportunidades relacionais e por consequência desprezamos a potência revolucionária dos pequenos negócios para produção de impacto de ressignificação do mundo.


Penso que toda essa avalanche de experiências num relance de tudo ao mesmo tempo agora que vivenciamos neste ano nos traga para a urgência de que já não podemos adiar a humanização dos nossos negócios. A alma deles é humana, o fazer deles é humano, o fim deles é atender às necessidades de humanos em indissociável relação todas as outras formas de vida.


Ok, acho que devo considerar isso. Talvez você esteja dizendo isso agora. Como fazer?


É importante lembrar que a vida dispensa receita porque cada existência é um universo e, sendo negócios múltiplos universos, seria tolice acreditar que um processo de um universo aplicado a outro se faça tal qual aquele sem adaptações e considerações de peculiaridade de cada ambiente e o que ele é. Mas sim, vou destacar alguns elementos da minha jornada que podem ajudá-la a discernir melhor seus próprios caminhos.


Conheça e busque clareza

  • Sobre seu negócio e seu propósito e nesse esforço oriente-se por levantar informações - o mais amplamente possível - das necessidades que seus negócios pretendem atender. Isso a levará a olhar com muita atenção para as pessoas que o constroem com você - a equipe, os parceiros fornecedores, os clientes e consumidores.

Por que isso importa?


Devolvo a pergunta. Marketing é, antes de qualquer estratégia, comunicação. Como você conseguirá boa comunicação se ignorar as pessoas?

A atenção. As pessoas são suas características, histórias, anseios, necessidades, capacidades e sonhos.

Conhecer as pessoas que prioritariamente importam e dão sentido ao seu negócio a ajudará a construir vínculos e a aperfeiçoar suas relações de aquisição com os fornecedores, e de vendas, com equipes, clientes e consumidores.


Assim você dará um salto de qualidade na sua comunicação e marketing, saindo da mera e cansativa propaganda para transmitir mensagens que tocam mentes e corações e mostram sua capacidade de atender às necessidades reais, das pessoas reais, razão do seu negócio existir.


Isso todavia não é tudo. Essencialmente pede que você traga para a sua expressão e trato pessoal com todas essas pessoas as características da sua humanidade e é neste sentido que falaremos no próximo post.


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